Powered By Blogger

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

EMAÚS – O CAMINHO DE NOSSAS FRUSTRAÇÕES



“E aconteceu que indo eles, falando entre si e fazendo perguntas, o mesmo Jesus se aproximou e ia com eles”... Lc.24.15


No primeiro dia da semana, após a morte de Cristo, dois de seus discípulos (não do grupo especial), seguem para Emaús – pequena Aldeia situada no cruzamento das rotas que davam acesso a Jerusalém, principal cidade dos judeus, que mais tarde passou a se chamar Nicópolis, que em grego quer dizer “cidade da vitória”.

Quem sabe, procuravam pelo refrigério das águas térmicas e do clima agradável de Emaús, na esperança de descansarem seus corpos e repousarem as suas almas afligidas pela frustração de haverem perdido o seu mestre.

“... E aconteceu que indo eles, falando entre si e fazendo perguntas...”


Enquanto percorrem o caminho de suas frustrações, rumo à cidade do descanso, trocam palavras entre si, expondo suas dúvidas e decepções com relação à morte daquele que achavam ser o remidor de Israel. Seus olhos, enegrecidos pela desesperança e seus semblantes, desfalecidos pela descrença...Que decepção! Morrera, de fato, quem implantaria um governo de paz, libertando o povo do domínio do império romano? Não poderiam acreditar no que estavam vendo. Se tivessem atentados para o conjunto de textos proféticos, que tratava do assunto entenderiam que Cristo viria para remir o seu povo, contudo, deveria padecer sofrimentos e morte


Por acaso, não nos comportamos assim, muitas vezes? Queremos que o Cristo reine, mas, não queremos que Ele morra, nem tão pouco que seja crucificado. Esquecemos-nos que não há cristianismo, sem morte! Que sofrimento, morte, ressurreição e glorificação são processos naturais do cristianismo. Queremos a coroa, mas, não queremos os espinhos. Outra vez nos decepcionamos. E, de novo, pegamos a estrada para Emaús, quando deveríamos ficar em Jerusalém.

“... o mesmo Jesus se aproximou e ia com eles”... Lc. 24.15


Quando ainda, discutiam suas frustrações, o mesmo Jesus se aproxima deles. Mas, a decepção, por não entenderem as escrituras, cegou-lhe os olhos e o vulto que conseguiram ver foi de um peregrino. As suas ideologias eram mais fortes que a presença e a voz daquele que andou com eles durante três anos. Não puderam vê-lo, nem tão pouco identificar-lhe o timbre de sua voz. Estavam cegos e surdos. Quantas vezes, no caminho para Emaús, nos comportamos assim. Insistimos em não querer aceitar a Vontade de Deus, e nem o seu propósito. Estamos frustrados demais!Tratamos Jesus, como se fosse um mero peregrino.

E, finalmente, chegamos a Emaús. A noite, também, chegou. Jesus, o peregrino, quer tomar outro rumo. Tudo isto é estratégico. Como que pela insistência dos viajantes, Ele fica. Esta seria a  grande  lição!...

Entretanto, quando chegam a Emaús, já assentados à mesa, o peregrino Jesus, rasga o pão. Ele esteve no caminho o tempo todo, mas, agora chegaria o grande momento: o de ser reconhecido. Os olhos dos discípulos se abriram!...e os ouvidos, também! A lição estava dada.

Enfim, entendemos que cristianismo é sobretudo, fracionar o pão. É comunhão, partilha... Não é teologia nem teoria. Enquanto os discípulos discutiam as escrituras, não venceram o desânimo nem as frustrações no caminho de Emaús. Não foram capazes de enxergar o Cristo, no peregrino que com eles andavam. Finalmente, só venceremos nossas frustrações e decepções, quando na cidade da vitória,Emaús, na atitude de partilharmos o pão com o peregrino, nos surpreendermos com o Cristo que nos rasga o pão à mesa. É no partilhar do pão, que Cristo se revela a nós!

Fica conosco, senhor! Já está muito tarde!.


Marizan di carvalho

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

A adoração do leproso e o gesto de Jesus





"E, eis que veio um leproso, e o adorou, dizendo: Senhor, se quiseres, podes tornar-me limpo." MT. 8.2

Culturalmente, para os hebreus, a lepra era a pior doença que acometia um ser humano.  Sofrer alterações na pigmentação da pele ou ter as pontas dos dedos e pedaços das orelhas atrofiados, não era pior que o sofrimento e a tortura psicológica, emocional e social que sofria o doente.

Não obstante, ele ainda era considerado imundo e amaldiçoado e, isto lhe trazia sérios prejuízos emocionais. Para se ter uma ideia, um leproso estava sentenciado a viver um isolamento profundo e, de modo algum podia se aproximar de uma pessoa sã. Essa era o principal  das terríveis ameaças e preconceitos que sofria.

É nesse contexto, que Jesus aparece. Ele quebra preconceitos e paradigmas. Ao tocar na pele daquele leproso, Ele queria alcançar a sua alma!Porque Ele sabia que pior do que a lepra que consome a pele é a lepra que consome a alma! E, só Ele poderia purificá-la.

Mas, não quero apenas falar do gesto de Jesus diante de um homem considerado imundo! Eu preciso falar da atitude de adoração de um homem leproso. Ele rompeu com impossibilidades! Lançou fora de sua alma  a pior barreira  para aqueles que precisam de  um milagre - o medo. O medo de adorar e de se aproximar de Jesus. Ele O adorou!

Não foi só isso, ele declarou a fé que tinha em Jesus ao dizer-lhe: " se quizeres podes tornar-me limpo.."

Com esta expressão ele estava dizendo: Senhor mesmo que eu esteja nesta situação, mesmo que a Lei  me impeça disto, eu quero lhe dizer que eu creio que o Senhor é o Filho de Deus, que veio cumprir a Lei, para por meio da Graça me limpar..."se quizeres, podes tornar-me limpo...porque eu sei, que podes, basta querer, Senhor!...

"E Jesus, estendendo a mão, tocou-o, dizendo: Quero; sê limpo. E logo ficou purificado da lepra."MT. 8.3


É linda a declaração de Jesus, aqui.  A adoração de um leproso foi retribuída por um gesto de amor de Jesus capaz de contrariar e silenciar princípios e leis humanas.

Para Jesus o leproso afirmou: se queres podes me limpar pelo que respondeu Jesus ao leproso que O adorava: " Quero; Sê limpo.."

Foi com essa atitude que um leproso foi capaz de mover o coração de Jesus para realizar o milagre da purificação, não só de sua pele, mas, de sua alma!...A adoração toca o coração de Jesus e é capaz de promover milagres!Quer ser limpo? Adore. Quer ser tocado pelo Senhor? toque nEle primeiro com a sua adoração!

Marizan di Carvalho


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Papel da família

OS FILHOS SÃO HERANÇA DO SENHOR



" Eis que os filhos são herança do SENHOR, e o fruto do ventre o seu galardão.Sl.127.3

DENTRE as inúmeras respondabilidades que são atribuídas ao papel da família, destacamos aqui o cuidado para com os filhos.

CONSIDERANDO o texto de Salmos 127.3, em evidência, podemos afirmar que os filhos são herança do Senhor. Diferente do que ouvimos e vemos numa sociedade desajustada, entendemos à luz do texto sagrado que os filhos são bens que o Senhor deu aos pais. Herança é bem conquistado. É direito adquirido. Assim, podemos entender que os filhos são bens que o Senhor  conferiu aos pais mediante ao direito que possuem de exercer a paternidade. Esse direito vem acompanhado de deveres e responsabilidades, pois, trata-se de uma herança.

DESTA forma, a herança que os pais receberam foi das mãos do Senhor, devendo zelar e administrar como que para o Senhor. A grata consequência de se receber essa herança com a dignidade a ela conferida, é o galardão que provêm dela. Galardão é o mesmo que recompensa, pagamento, honra.

ASSIM, sendo os filhos uma herança do Senhor, devem os pais dedicarem a eles todo o seu cuidado, não sendo omisso em suas atribuições. Mas, o que temos visto, ultimamente, é um desperdício dos valores agregados à essa herança. Muitos pais não querem zelar dessa herança dando a ela o devido valor. Imagino que uma herança é objeto de valor. Herança é para ser guardada e preservada. Multiplicada e somada. Herança diz respeito à valores.

PORTANTO, os pais receberam do Senhor uma herança, que lhes devem dar retorno ou galardão. Para tanto, deve essa herança ser cuidada e preservada. O meu desejo é que os pais retornem aos seus valores e assumam os seus papéis. Que amem e dediquem-se aos seus filhos. Que invistam neles como quem investe no Reino de Deus. 

TOMARA que o consumismo não seja mais forte do que o amor que os pais devem dedicar à herança que o Senhor lhes confiou e que, assim, ao invés de darem a velha desculpa de sempre, que estão ocupados demais, possam eles  cuidarem do bem mais precioso que Deus lhes deu - os filhos. 

QUANDO isso acontecer, o respeito e a dignidade no lar e na sociedade serão restabelecidos. A violência   contra os menores, será extinta. 

CONTINUAREI FALANDO DESTE ASSUNTO....

Marizan di Carvalho

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

O Natal chegou!...(2) - repostagem

 O NATAL DO PAPAI NOEL

Embora haja muitas especulações quanto à figura do papai Noel, tradicionalmente, ele se apresenta de barba longa e branca, trajando um casaco vermelho de golas longas, combinando assim com as tonalidades do enorme saco de presentes.

Obviamente, que sua lendária história está associada a São Nicolau de Mira, que tendo vivido no III século depois de Cristo, teve desentendimentos com a Igreja, perdendo assim, a liderança da mesma, o que o levou ao trabalho voluntário de cuidar de crianças e necessitados. Mais tarde, torna-se santo padroeiro da Rússia, da Grécia e Noruega, sendo muito celebrado pela Igreja ortodoxa.

Apesar da história de papai Noel estar associada com a de São Nicolau nas diversas culturas, o bom velhinho que há bastante tempo distribui presentes para crianças pobres e de bom comportamento, tem feito aparições cada vez mais sofisticadas nas mais diversas camadas sociais. Como prova disto sãos as mais variadas opções de presentes, em tamanhos, cores e preços, que se distribui nesta época do ano em todo o mundo.

Apesar de sua popularidade,as comemorações alusivas ao natal e a difusão de seus ensinamentos, já foi alvo de muitas discussões em paises considerados protestantes.Houve época em que nesses países essas comemorações foram proibidas pela Igreja, devido a apologia que se fazia ao paganismo, o que contrariava alguns seguimentos do cristianismo.

Outro ponto a destacar, além da idolatria em torno de São Nicolau, que deu origem a papai Noel, é a forte associação de sua imagem ao consumismo e ao comércio em geral. Há quem diga que sua atual imagem esteja ainda, associada à coca-cola, devido às cores vermelhas e brancas de seus trajes.

Assim, se por um lado a imagem do natal está associada ao nascimento de Jesus, embora não seja aceito pela tradição judaica, por outro, vem sempre entrelaçada aos valores pagãos, consumistas e meramente comerciais de Noel, que uma vez ao ano da as caras e as barbas para fazer caridades e prestar formalidades.

No próximo post falarei do Jesus do natal e do natal de Jesus.

Tenho dito.

QUEM LEU?